Jornalista, especialista em Jornalismo Científico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp - 2008). Atualmente trabalha na Assessoria de Comunicação do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas-SP. É responsável pela produção de conteúdo jornalístico na área de bioenergia, divulgação de pesquisas e organização de eventos tecno-científicos promovidos pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), pertencente ao CNPEM. Atuou como repórter em veículos jornalísticos especializados em ciência como Agência Fapesp, Jornal da Unicamp, Revista Ciência e Cultura e Revista ComCiência. Foi bolsista do Programa "Mídia Ciência", da Fapesp (2008).

Custos de recolhimento da palha

O Brasil tem a cultura de cana-de-açúcar como principal fonte de biomassa para produção de energia. Além do açúcar e do etanol, a cana-de-açúcar possibilita a cogeração de energia elétrica através da queima do bagaço e, mais recentemente, da palha nas caldeiras. A cana-de-açúcar produz em torno de 140 kg (base seca) de palha por tonelada de colmo. A região Centro-Sul produziu 571 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2014/2015, com 93,6% de colheita mecanizada, segundo dados da UNICA.

CTBE dá início ao Projeto SUCRE

O Projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) tem como objetivo principal aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio do uso da palha produzida durante a colheita. Para isso, o CTBE atuará junto à União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA) e a quatro usinas parceiras que recolhem palha para gerar eletricidade para desenvolver soluções que elevem tal geração à plenitude da tecnologia disponível.