No dia 30 de maio, o diretor do CEMol, Edson Leite (LNNano-CNPEM), e o Coordenador Científico do Centro, Adalberto Fazzio (Ilum-CNPEM), participaram da programação do Ciência Aberta 2026 para uma conversa sobre terras raras. A atividade aconteceu no espaço Sede da Ciência, dedicado a diálogos acessíveis e descontraídos sobre temas científicos de relevância para a sociedade.
O professor Adalberto Fazzio abriu a mesa explicando como os elementos terras raras são classificados na tabela periódica. Apesar do nome, destacou que esses elementos não são propriamente “terras” nem necessariamente “raros”, mas sim recursos distribuídos de forma desigual pelo planeta. Em sua fala, abordou aspectos históricos e geopolíticos relacionados ao tema, evidenciando como a produção de conhecimento científico está conectada a interesses econômicos, industriais e estratégicos. Também ressaltou a importância das terras raras para diversas aplicações tecnológicas e discutiu o papel da China, detentora das maiores reservas mundiais desses elementos, no mercado global de minerais e produtos de alto valor agregado.
Em seguida, o professor Edson Leite apresentou as principais aplicações industriais das terras raras e discutiu o potencial brasileiro para sua exploração e aproveitamento. Explicou que esses elementos exigem processos complexos de separação e purificação, uma vez que costumam estar associados a diversos outros minerais. Destacou ainda que parte das terras raras já está presente em subprodutos gerados por atividades mineradoras realizadas no país, mas que sua utilização em escala comercial depende de investimentos, desenvolvimento tecnológico e disposição do setor produtivo para assumir os riscos envolvidos.
A engenheira Isabella Lancini, mestranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), contribuiu para a discussão ao apresentar sua pesquisa sobre o desenvolvimento de novos materiais à base de terras raras.
A atividade contou com grande participação do público. Todas as mesas disponíveis estavam ocupadas, e muitas pessoas acompanharam a conversa em pé. A plateia participou ativamente, fazendo perguntas e levantando reflexões sobre os impactos ambientais, sociais e geopolíticos da exploração de terras raras no Brasil.

O encontro foi um exemplo de aproximação entre ciência e sociedade, demonstrando como a divulgação científica pode ampliar o debate público sobre temas estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e sustentável do país.
Sobre o CEMol
O Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol) é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O CEMol é uma iniciativa multi-institucional com sede no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) composto também por pesquisadores da USP, UFSCar, UFABC, Unifesp, Unesp, Embrapa e IPEN. Os pesquisadores do CEMol empregam técnicas de síntese e caracterização de materiais e se utilizam de ciência de dados para contribuir com o desenvolvimento de dispositivos e novos materiais. A abordagem interdisciplinar do CEMol está voltada para produzir soluções para problemas da sociedade nas áreas de Energia Alternativa, Materiais Sustentáveis, Saúde, Materiais Quânticos e Ferramentas Científicas. Para mais informações acesse: https://pages.cnpem.br/cepidcemol/









