A emergência climática contemporânea exige que a educação forme cidadãos críticos capazes de integrar ciência, tecnologia e ética em suas práticas. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) se apresenta tanto como ferramenta pedagógica estratégica quanto como desafio ético e social. Este curso de formação em IA para professores do ensino médio, promovido pela Ilum Escola de Ciência, propõe uma abordagem inovadora fundamentada na Pedagogia da Resposta Crítica, articulando dialogicidade, problematização e práxis.
Com carga de 128 horas divididas em 4 módulos, o programa combina fundamentos técnicos de IA (aprendizado de máquina, redes neurais e modelos de linguagem) com aplicações interdisciplinares ligadas à emergência climática e à eficiência energética. O objetivo central é duplo: capacitar professores para o uso crítico, ético e responsável de ferramentas de IA e, simultaneamente, fomentar práticas pedagógicas emancipatórias que promovam justiça social e sustentabilidade. A proposta inclui metodologias ativas, atividades formativas baseadas em situações-problema e desenvolvimento de projetos interdisciplinares, contando ainda com um tutor virtual baseado em modelos de linguagem especializados. Dessa forma, busca-se formar educadores capazes de atuar como multiplicadores, ampliando o alcance do letramento em IA no Brasil e contribuindo para os objetivos do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
A Ilum é uma escola de ensino superior gratuita e interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, com um modelo educacional inovador que coloca o estudante como protagonista de sua formação. A Ilum é uma iniciativa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e financiada pelo Ministério da Educação (MEC), que abriga um ambiente científico de fronteira, multidisciplinar e multiusuário. O CNPEM é responsável pelo Sirius, um dos mais modernos aceleradores de elétrons do mundo, e desenvolve pesquisas estratégicas nas áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade, além do projeto Orion para estudos avançados em patógenos.